A recomendação do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) lança novas sombras sobre a gestão municipal de São Bento do Una. O órgão apontou indícios claros de nepotismo na administração do prefeito Alexandre Batité, ao identificar a presença de familiares diretos ocupando cargos estratégicos dentro da máquina pública.
De acordo com o MPPE, a permanência dessas nomeações fere frontalmente os princípios constitucionais da impessoalidade e moralidade administrativa — pilares básicos que deveriam nortear qualquer gestão pública. A recomendação determina a exoneração, no prazo de até 20 dias, de quatro nomes com vínculos familiares diretos com o prefeito: o secretário de Infraestrutura, Lucas Medeiros; o secretário de Cultura e Esportes, Caique Batité; a secretária de Administração, Vilma Medeiros; e o assessor Carlos César Oliveira.
Os laços de parentesco — sobrinho, filho, esposa e afilhado — evidenciam uma prática historicamente combatida pelos órgãos de controle, mas que ainda resiste em diversas administrações municipais. Para o Ministério Público, a situação não apenas compromete a legalidade dos atos administrativos, como também levanta dúvidas sobre a lisura na ocupação de cargos públicos.
Além das exonerações, o MPPE cobra que a Prefeitura adote medidas concretas para impedir a repetição desse tipo de prática, reforçando mecanismos de transparência e controle interno. A recomendação, embora não tenha força imediata de decisão judicial, coloca a gestão sob pressão e amplia o escrutínio público sobre suas ações.
Agora, a expectativa recai sobre a resposta do Executivo municipal. A forma como a Prefeitura irá reagir ao posicionamento do Ministério Público pode não apenas definir os próximos passos administrativos, mas também impactar diretamente a credibilidade política da gestão diante da população.

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