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Convenção da federação será decisiva para definir candidato ao Senado


A definição da chapa da governadora Raquel Lyra (PSD) para as eleições de 2026 ainda enfrenta um impasse. A principal disputa acontece dentro da Federação União Progressista, que reúne o Progressistas (PP) e o União Brasil (UB), por causa da escolha do candidato ao Senado.

De um lado está o deputado federal e presidente estadual do PP, Eduardo da Fonte. Do outro, o ex-prefeito de Petrolina e presidente estadual do União Brasil, Miguel Coelho. Os dois pretendem disputar a única vaga da federação para o Senado.

Neste sábado (1º), PP e União Brasil realizam convenções separadas para oficializar as pré-candidaturas de Eduardo da Fonte e Miguel Coelho. Já no domingo (2), será a vez do PSD confirmar a candidatura de Raquel Lyra à reeleição.

Apesar dessas convenções, a decisão final sobre quem será o candidato ao Senado não será tomada pelos partidos de forma isolada. A escolha caberá à convenção da Federação União Progressista, marcada para a próxima quarta-feira (5).

Segundo o advogado especialista em Direito Eleitoral, Mathias Santos, os partidos da federação precisam agir de forma conjunta nas decisões sobre a chapa majoritária. Ele explica que as convenções individuais apenas indicam a posição de cada partido, mas não definem oficialmente o nome escolhido pela federação.

Ainda de acordo com o especialista, mesmo que a governadora Raquel Lyra manifeste apoio a um dos pré-candidatos durante a convenção do PSD, essa posição não é suficiente para definir a escolha. A palavra final será da Federação União Progressista.

Caso não haja um acordo entre o PSD e a federação, existe até a possibilidade de não ser formada uma coligação para a disputa eleitoral.

Fonte: Jornal Folha de Pernambuco.

 

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