A crise política na Câmara Municipal de Arcoverde ganhou novos desdobramentos na noite desta segunda-feira (18), após os nove vereadores da base governista divulgarem um vídeo nas redes sociais afirmando que não reconhecem mais a legitimidade da presidência do vereador Luciano Pacheco.
A declaração veio acompanhada de mais um esvaziamento das sessões legislativas — a segunda ausência consecutiva do grupo — ampliando o clima de tensão no Legislativo municipal e provocando fortes críticas da população, que acompanha com preocupação a paralisação dos trabalhos da Casa.
O vídeo foi compartilhado nos perfis dos vereadores Paulinho Galindo, Rodrigo Rôa, Wellington Siqueira, Célia Galindo, João Marcos e Luiza Margarida, entre outros parlamentares aliados ao governo municipal. Na publicação, os vereadores questionam a atuação do presidente da Câmara e cobram esclarecimentos públicos.
“Será que o presidente está cumprindo seu expediente na Prefeitura? A população merece respostas”, diz trecho da publicação.
Apesar das acusações e do discurs
o de fiscalização, a ausência repetida dos parlamentares nas sessões também passou a gerar questionamentos sobre o compromisso dos próprios vereadores com o mandato e com os problemas enfrentados pela população de Arcoverde.
Nos bastidores, cresce o sentimento de indignação diante do impasse político que tem impedido o funcionamento pleno da Câmara justamente em um momento em que a cidade enfrenta desafios em áreas essenciais, como saúde, segurança, iluminação pública e infraestrutura.
A avaliação de parte da população é de que os vereadores podem até não reconhecer a presidência da Casa, mas continuam tendo a obrigação de honrar cada voto recebido nas urnas. O mandato parlamentar exige presença, debate e atuação efetiva em defesa da população, especialmente por meio de requerimentos, cobranças e projetos que possam contribuir para melhorias no município.
Moradores também criticam o fato de que, enquanto os trabalhos legislativos seguem prejudicados, os salários dos parlamentares continuam sendo pagos regularmente com recursos públicos. Para muitos, o momento exige menos disputa política e mais compromisso com os problemas reais enfrentados diariamente pela população.
“De que adianta ter mandato, se não há luta pelo povo?”, questionam moradores e lideranças locais, cobrando que os parlamentares retomem as atividades legislativas e coloquem os interesses da cidade acima das divergências políticas.
Até a publicação do vídeo, Luciano Pacheco não havia se pronunciado oficialmente sobre as acusações feitas pelos vereadores governistas.

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