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Em meio à investigação, Rodrigo Rôa decide se afastar da Câmara por 90 dias


A crise política na Câmara de Vereadores de Arcoverde ganhou um novo capítulo na noite desta segunda-feira (25). Durante a sessão legislativa, o vereador Rodrigo Rôa (Podemos) anunciou que vai se afastar das atividades parlamentares por um período de 90 dias.

A decisão acontece enquanto tramita um pedido de cassação contra o seu mandato. Segundo o parlamentar, o afastamento tem como objetivo permitir que as investigações ocorram de forma transparente e sem qualquer suspeita de interferência política.

“Tomei essa decisão para que a Câmara possa fazer o seu trabalho com total independência. Quem não deve, não teme. Sigo confiante na verdade e no devido processo legal”, afirmou o vereador durante a sessão.

Rodrigo Rôa está entre os parlamentares alvos de pedidos recentes de cassação apresentados na Câmara Municipal. No caso dele, a denúncia aponta que uma empresa registrada em seu nome teria contratos com a Prefeitura de Arcoverde, situação que, segundo o documento apresentado, poderia contrariar regras previstas no Regimento Interno da Casa.

Com o afastamento temporário, a comissão responsável pela investigação terá os próximos 90 dias para realizar oitivas, analisar documentos e elaborar o relatório final sem a participação do parlamentar nas sessões e comissões legislativas.

A Mesa Diretora da Câmara deve formalizar a licença nos próximos dias. Caso haja previsão regimental, o suplente da coligação poderá ser convocado para assumir interinamente a vaga. O primeiro nome da suplência do Podemos é Jobson Vaz.

Até o fechamento desta matéria, a presidência da Câmara de Arcoverde, comandada por James Pacheco, ainda não havia divulgado oficialmente o cronograma das investigações.

Atualmente, a Câmara Municipal possui quatro pedidos de cassação em tramitação. O primeiro deles foi apresentado contra o presidente da Casa, Luciano Pacheco.

 

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