Uma semana após um episódio de obstrução protagonizado pela oposição, o presidente da Assembleia, Álvaro Porto (MDB), elevou a crise ao ignorar o Regimento Interno, barrar recursos ao plenário e impedir a análise do projeto nº 3694/26, essencial para a votação do Orçamento.
Mesmo com maioria — mais de 35 dos 49 deputados —, o governo Raquel Lyra segue travado por decisões concentradas na presidência da Casa. Aliado de João Campos, Álvaro Porto é apontado como articulador de um bloqueio político que paralisa, de forma inédita, o Orçamento estadual.
Na prática, o impasse impede o Executivo de definir a aplicação dos recursos de 2026. Parlamentares classificam a condução como autoritária. A líder do governo, Socorro Pimentel, falou em “vergonha”, enquanto Antônio Coelho criticou a gestão “intransigente” e distante do plenário.
A decisão mais recente reverteu o parecer da Comissão de Finanças e Orçamento e aprovou, pela minoria da oposição, um substitutivo contrário ao projeto do Executivo. Tentativas de levar o tema ao plenário, previstas no regimento, foram barradas sem debate — consolidando um cenário de concentração de poder e esvaziamento das decisões coletivas.

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