O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) apresentou um pedido para criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o objetivo de investigar os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal. O requerimento já reúne 35 assinaturas de senadores, número superior ao mínimo necessário para que a comissão possa ser instalada.
A proposta é investigar possíveis relações dos ministros com o escândalo envolvendo o Banco Master. A maioria dos apoiadores do pedido é formada por parlamentares da oposição, entre eles Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Nenhum senador do PT assinou o documento. O único integrante da base governista a apoiar a iniciativa foi Flávio Arns (PSB-PR).
Segundo Alessandro Vieira, o caso do Banco Master levantou suspeitas graves sobre irregularidades financeiras que teriam alcançado o Judiciário, justificando uma investigação parlamentar.
Mesmo com as assinaturas necessárias, a instalação da CPI ainda depende da autorização do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que tem demonstrado resistência em avançar com a investigação. Também existe um pedido de CPI mista sobre o caso, mas ainda sem previsão de andamento.
Mensagens reveladas mostram que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, enviou uma mensagem ao ministro Alexandre de Moraes no dia em que foi preso. A conversa ocorreu por WhatsApp, e as respostas do ministro teriam sido enviadas em formato de visualização única.
Além disso, o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, divulgou nota afirmando ter prestado serviços ao Banco Master entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, período em que produziu pareceres e realizou reuniões de trabalho, destacando que não atuou em processos no STF.
Já o ministro Dias Toffoli deixou a relatoria do caso no Supremo após um relatório da Polícia Federal mencionar mensagens de Vorcaro que citavam seu nome. A condução do processo foi então transferida para o ministro André Mendonça.

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