Em um ato realizado nesta terça-feira (31), no âmbito da Comissão da Memória e Verdade da Universidade Federal de Pernambuco, o reitor da Universidade Federal de Pernambuco protagonizou um dos momentos mais simbólicos da agenda institucional recente. O evento relembrou os impactos da ditadura militar nas universidades e reforçou o papel da educação pública como pilar da democracia e espaço de resistência.
Durante o pronunciamento, o reitor foi enfático ao afirmar que permanecerá à frente da universidade, mesmo diante de especulações sobre uma possível candidatura política. Em tom firme, afirmou que sua atuação na universidade é uma escolha política, ética e civilizatória, destacando que servir à educação pública é sua maior missão profissional.
Ao justificar a decisão, o gestor citou o cenário nacional, marcado por ataques à ciência, à educação e às instituições democráticas. Segundo ele, permanecer na universidade significa estar na linha de frente da defesa da democracia e do conhecimento.
Embora tenha reconhecido que seu nome foi cogitado em debates políticos no estado, o reitor afirmou que, neste momento, sua prioridade é fortalecer a universidade, ampliar o acesso ao ensino superior e consolidar projetos que impactem o futuro de Pernambuco. O discurso terminou com uma mensagem direta: defender a universidade pública é, acima de tudo, defender a democracia.

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