O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) abriu um inquérito civil para investigar o vereador Leonardo José da Silva, presidente da Câmara Municipal de Gravatá. A apuração busca esclarecer suspeitas de abuso de poder político e uso indevido de estrutura pública durante o São João de 2025.
Segundo a portaria assinada pela promotora Maria Cecília Soares Tertuliano, o parlamentar teria utilizado o chamado “Camarote dos Vereadores”, instalado no Pátio de Eventos Chucre Mussa Zarzar, para promover sua possível pré-candidatura a deputado estadual nas eleições de 2026.
A denúncia aponta que, no dia 13 de junho de 2025, o espaço institucional teria sido usado para articulação política, incluindo conversas com lideranças e entrevistas com conteúdo considerado de caráter eleitoral antecipado.
Questionada pelo MPPE, a Prefeitura de Gravatá informou que o camarote estava previsto em contrato institucional e foi cedido gratuitamente à Câmara Municipal. De acordo com o Executivo, a responsabilidade pela gestão e controle de acesso ao espaço cabia à presidência da Casa, então exercida por Léo do Ar.
O vereador foi notificado oficialmente em agosto de 2025 para prestar esclarecimentos, mas não respondeu dentro do prazo estabelecido pelo Ministério Público.
Diante disso, a Promotoria determinou nova notificação ao parlamentar, além do envio da portaria ao Procurador Regional Eleitoral e a órgãos administrativos para publicação oficial. Também foram solicitados documentos e informações sobre a lista de convidados e as regras de utilização do espaço durante o evento.
Caso sejam confirmadas irregularidades, o vereador poderá responder por improbidade administrativa e enfrentar possíveis sanções na esfera eleitoral.
Fonte:nilljunior

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