A pré-candidata ao Senado Marília Arraes enfrenta dificuldades para consolidar sua candidatura, mesmo aparecendo bem colocada nas pesquisas. Apesar da boa posição nos levantamentos, seu nome tem sido frequentemente citado nas negociações políticas e, em alguns momentos, acaba ficando em segundo plano para acomodar outros acordos dentro do grupo aliado em Pernambuco.
Determinada a continuar na disputa, Marília decidiu mudar de estratégia. Na última semana, ela deixou o Solidariedade e deve oficializar nos próximos dias sua filiação ao Partido Democrático Trabalhista, sigla presidida nacionalmente por Carlos Lupi. A mudança busca fortalecer seu projeto eleitoral.
A ex-deputada tenta garantir espaço na chapa liderada pelo prefeito do Recife, João Campos, do Partido Socialista Brasileiro. Embora já tenha declarado apoio a ele para o governo de Pernambuco, esse gesto ainda não foi retribuído publicamente.
João Campos terá duas vagas na chapa majoritária. Caso uma delas seja destinada ao senador Humberto Costa, do Partido dos Trabalhadores, a outra tende a ser ocupada por um nome de centro, dentro de uma estratégia de ampliar alianças.
Nesse cenário, Marília pode acabar fora da composição. Parte das articulações políticas avalia que, com Humberto representando o PT, o campo da esquerda já estaria contemplado.
Publicamente, João Campos mantém diálogo com todos os nomes e evita fechar decisões. Marília, por outro lado, já afirmou que não pretende disputar sem estar ligada a um candidato ao governo.
Uma possibilidade ainda considerada, mas vista como pouco provável, seria uma aliança com a governadora Raquel Lyra, do Partido Social Democrático, caso o PDT se aproxime do governo estadual. Mesmo assim, o alinhamento político de Marília com João Campos torna essa alternativa improvável.
Nos bastidores, o movimento indica que Marília tenta garantir espaço em um cenário político ainda indefinido. A grande questão é se, desta vez, ela conseguirá viabilizar sua candidatura ao Senado.

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