À medida que o cenário eleitoral em Pernambuco começa a se consolidar, em Serra Talhada torna-se cada vez mais evidente um possível desalinhamento entre integrantes do grupo político da prefeita Márcia Conrado (PT) e o projeto político defendido por ela.
Um dos principais exemplos é o deputado federal Fernando Monteiro (PSD), que, apesar de contar com o apoio da gestora, já declarou compromisso com a reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD). O posicionamento foi anunciado ainda no ano passado. Mesmo mantendo uma relação institucional com Márcia Conrado, Monteiro deverá atuar politicamente em oposição à pré-candidatura do prefeito do Recife, João Campos (PSB), aliado da prefeita.
Situação semelhante envolve o deputado Waldemar Oliveira e seu irmão, Sebastião Oliveira, que também devem apoiar um projeto político contrário ao de João Campos no município, impactando diretamente a estratégia da prefeita.
Outro nome que pode reforçar o palanque de Raquel Lyra é o da ex-deputada Marília Arraes (PDT). Após divergências políticas anteriores com a atual gestora e sem espaço consolidado no grupo de João Campos, a tendência é que Marília se aproxime da governadora nos próximos dias.
Diante desse cenário, analistas avaliam que a disputa eleitoral em Serra Talhada deverá ser marcada por tensões e contradições dentro do próprio grupo político local. A prefeita Márcia Conrado deve adotar um discurso alinhado à defesa de João Campos e críticas à gestão estadual, enquanto aliados diretos poderão seguir caminho oposto, apoiando a governadora.
A configuração cria um ambiente de divergência política interna, com reflexos diretos no eleitorado, que tende a se deparar com discursos conflitantes entre lideranças que, até então, compartilhavam o mesmo campo político.

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