Apesar do discurso nacional de oposição ao presidente Lula, o Progressistas (PP) começa a articular uma aproximação com o PT em estados estratégicos. O movimento reflete a divisão interna histórica do partido: lideranças do Norte e Nordeste tendem a dialogar com governos de esquerda, enquanto o Centro-Sul mantém perfil mais alinhado ao centro-direita.
Para evitar conflitos locais e preservar alianças estaduais, caciques do PP defendem uma postura de neutralidade na eleição presidencial. A estratégia permitiria que dirigentes regionais construam arranjos políticos mais vantajosos, com foco na ampliação das bancadas federais.
As conversas entre PP e PT já ocorrem em pelo menos seis estados, como Piauí, Paraíba, Maranhão, Ceará, Alagoas e Pernambuco. Em alguns casos, busca-se apenas neutralidade; em outros, alianças formais já são discutidas. Na Paraíba, por exemplo, o pré-candidato do PP ao governo declarou apoio a Lula.
O movimento ganhou força após um suposto encontro reservado entre Ciro Nogueira e Lula, embora o senador negue a reunião. Lideranças do partido indicam que a definição sobre o posicionamento nacional deve ficar para mais perto da janela partidária, acompanhando a dinâmica dos cenários regionais e possíveis federações.


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