A Câmara Municipal de Arcoverde rejeitou o projeto de lei que buscava proibir a venda de fogos de artifício com estampido no município. Dos vereadores presentes, oito votaram contra a proposta e apenas o presidente da Casa, Luciano Pacheco, votou a favor. O vereador João Marcos não participou da votação.
A proposta não pretendia acabar com os fogos de artifício, mas apenas restringir aqueles que provocam explosões e estampidos de forte intensidade. A medida buscava reduzir os impactos do barulho sobre pessoas com maior sensibilidade sonora e também sobre animais domésticos.
Mesmo diante de um problema que vai além da tradição das festas, a maioria dos vereadores decidiu rejeitar a iniciativa. O resultado levanta questionamentos sobre quais prioridades estão sendo consideradas pelo Legislativo municipal.
O barulho dos fogos pode representar medo, estresse e sofrimento para animais, além de afetar pessoas que possuem maior sensibilidade a ruídos intensos. Ainda assim, a Câmara optou por manter a comercialização dos artefatos sonoros.
A decisão encerra a tramitação do projeto e mantém em Arcoverde o uso dos fogos com estampido. Agora, fica para a população avaliar se a tradição deve falar mais alto do que medidas voltadas ao bem-estar e à convivência coletiva.

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